Solidão. Acho que essa é a palavra que melhor define meu puerpério. Existem tantas outras coisas envolvidas, como felicidade, sorrisos, lágrimas, aprendizagem... Mas é a solidão que tem dado o tom. O silêncio da casa vazia, só eu e Benjamin. Ligo a tv pra ouvir outras vozes além da minha, e para encobrir as vozes dos vizinhos com suas casas cheias de gente. Tento fugir da solidão também pelo mundo virtual, mas talvez eu devesse fazer o caminho inverso. Ir para solidao, me afundar nela. Quem sabe...
Mostrando postagens com marcador Recém-Nascido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Recém-Nascido. Mostrar todas as postagens
domingo, 18 de dezembro de 2011
O blues do baby...
Encontrei o texto abaixo nos meus rascunhos, escrevi nas primeiras semanas do Benjamin, durante um baby blues talvez. Pensei em descartar, mas acho que a parte cinza, o blues do baby, não pode ser desconsiderado. Acho que ignorar e guardar esses sentimentos é o que faz com que projetemos uma maternidade rosa, o que torna o lado obscuro ainda mais dolorido e complicado. Tudo tem dois lados, e com a maternidade não é diferente. Que aprendamos também com as sombras...
Marcadores:
baby blues,
puerpério,
Recém-Nascido,
solidão
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Benjamin está chegando...
Não, eu não estou em trabalho de parto. Ainda bem, por que estou apenas com 36 semanas e tenho muitas coisas para arrumar para chegada dele. Mas foi nessa semana que eu tomei consciência de que ele está vindo mesmo, que logo terei um bebê nos braços, e também foi quando o medo, as inseguranças e as incertezas deram lugar a felicidade e a ansiedade por ele.
Sei que parece estranho, mas eu demorei para tomar consciência de estar grávida. Foi com uns 4/5 meses que senti a gravidez como real, antes era como um sonho ou uma loucura. Até pouco tempo atrás tive medo que levasse mais ou menos o mesmo tempo para perceber que o bebê que logo estará em meus braços era meu filho, que demorasse para sentir aquele amor que envolve a gente que a maioria das mães fala. Sendo mais objetiva, senti medo de rejeitar a cria, não me sentir mãe, ter depressão pós-parto...
Porque eu sou assim, tem um delay entre o "saber algo" e "tomar consciência". Eu demoro um pouco para me tocar de que algo é real. Foi assim que o início da faculdade e com o final dela, com o começo do namoro (com os términos no meio)... enfim, com tudo.
Até então eu pensava no parto com carinho, me preparava para ele (ainda me preparo), eu gostava de pensar na gravidez e no trabalho de parto. Mas parava ai, não conseguia me ver com um recém-nascido nos braços, um serzinho que dependia exclusivamente de mim e do meu corpo. Eu não me sentia preparada para o pós-parto. Eu pensava muito no Benjamin mas, ou era nele aqui agora, dentro da barriga quentinha, ou mais tarde, já com alguns meses ou anos. Havia uma lacuna entre a gravidez e essa fase, uma lacuna que só agora tem se preenchido.
Eu tinha muito medo de não dar conta de cuidar dele nos primeiros meses, de não conseguir me doar o necessário, de não amá-lo o suficiente (ainda tenho). Nunca neguei nenhum desses medos, do mesmo jeito que tentei aceitar todas as inseguranças da gravidez. E acho que foi aceitar que a gravidez não é um comercial de margarina que me tem me ajudado a aproveitar melhor as partes boas e a me sentir mais forte e preparada. Estou tentando respeitar meu próprio tempo e não forçando as coisas. Acho que tem funcionado...
Sei que parece estranho, mas eu demorei para tomar consciência de estar grávida. Foi com uns 4/5 meses que senti a gravidez como real, antes era como um sonho ou uma loucura. Até pouco tempo atrás tive medo que levasse mais ou menos o mesmo tempo para perceber que o bebê que logo estará em meus braços era meu filho, que demorasse para sentir aquele amor que envolve a gente que a maioria das mães fala. Sendo mais objetiva, senti medo de rejeitar a cria, não me sentir mãe, ter depressão pós-parto...
Porque eu sou assim, tem um delay entre o "saber algo" e "tomar consciência". Eu demoro um pouco para me tocar de que algo é real. Foi assim que o início da faculdade e com o final dela, com o começo do namoro (com os términos no meio)... enfim, com tudo.
Até então eu pensava no parto com carinho, me preparava para ele (ainda me preparo), eu gostava de pensar na gravidez e no trabalho de parto. Mas parava ai, não conseguia me ver com um recém-nascido nos braços, um serzinho que dependia exclusivamente de mim e do meu corpo. Eu não me sentia preparada para o pós-parto. Eu pensava muito no Benjamin mas, ou era nele aqui agora, dentro da barriga quentinha, ou mais tarde, já com alguns meses ou anos. Havia uma lacuna entre a gravidez e essa fase, uma lacuna que só agora tem se preenchido.
Eu tinha muito medo de não dar conta de cuidar dele nos primeiros meses, de não conseguir me doar o necessário, de não amá-lo o suficiente (ainda tenho). Nunca neguei nenhum desses medos, do mesmo jeito que tentei aceitar todas as inseguranças da gravidez. E acho que foi aceitar que a gravidez não é um comercial de margarina que me tem me ajudado a aproveitar melhor as partes boas e a me sentir mais forte e preparada. Estou tentando respeitar meu próprio tempo e não forçando as coisas. Acho que tem funcionado...
Assinar:
Postagens (Atom)