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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Meus bebês felinos e minha gravidez humana

Tem um preconceito contra os gatos que eu tenho que concordar: eles são muito sensíveis e percebem as alterações muito antes de nós mesmos. Acho que devem mesmo ver almas e espíritos também.

Digo isso porque os meus bebês felinos perceberam esse bebê humano aqui dentro antes de mim. Até meu pai percebeu a alteração na Katrina, a gata siamesa genérica e dengosa, e comentou que ela tava tão diferente, que se não fosse castrada ele ia dizer que tava no cio. Ela ficou muito mais carente que o normal e ficava miando pela casa do nada, uma escandalosa como os siameses (mesmo os genéricos) costumam ser. Eu já estava grávida quando aconteceu isso, mas ainda não sabia.

O Tolstói, o persa esnobe, demorou um pouco mais para mudar (macho, né? rs), mas a mudança foi ainda mais brusca. Meu bebê, que odiava colo e mesmo carinho era difícil dele deixar, se tornou a carência em forma de pêlo. Já faz uns meses que o bichinho vem pede colo, pede carinho, mia para chamar atenção (ele era super silencioso), se aconchega em mim e o mais fofo é quando ele dá um miado e se joga de barriga para cima pedindo carinho. Uma fofura!

E essa transformação toda, tanto da Katrina quanto do Tolstói, vieram super em boa hora, né? A grávida carente aqui agradece todo o carinho que eles me davam e pediam! rs

Mas não tem sido as mil maravilhas com os meus gatinhos, não. Não da parte deles, mas da minha mesmo. Agora, com 7 meses, não tenho conseguido dar atenção suficiente para eles. E nessa casa aqui eles ficam presos na varanda na maior parte do tempo, por motivos que não vem ao caso, e como não consigo prendê-los de volta sem fazer um enorme esforço (correr atrás deles, abaixar e pegar os 5k de cada um e devolver para parte fechada) está difícil soltá-los. E eu fico com o coração na mão por por tudo isso, não vejo a hora de mudar para casa nova (com o amor e o filhote ainda na barriga), onde eles vão ter toda liberdade (dentro de casa, rua não!) e poderão ficar com a gente sempre. Até lá, eu vou sofrendo com eles.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Grávida e com gatos

Quando uma mulher com gatos engravida as pessoas costumam transformar os felinos fofinhos em demônios-transmissores-de-toxoplasmose-pelo-ar. Era só eu contar a novidade que a pergunta vinha "E o que você vai fazer com os gatos?".
Ora, o que eu vou fazer com eles? Continuar dando comida, água e muito carinho. Só vou parar de limpar a caixa de areia.
A maioria achava um absurdo porque tinha a toxoplasmose, os pelos que dizem causar alergia, o perigo de machucar o bebê e bla bla bla. Quando eu estava com boa vontade explicava sobre os riscos reais da toxoplasmose e lembrava o fato de os meus gatos não terem acesso a rua, serem vacinados e não caçarem (exceto os insetos aqui de casa). Tentava argumentar que bem antes de engravidar a veterinária já tinha me explicado os reais riscos de pegar a doença por gatos. Que o contato com gatos desde a barriga era até uma prevenção para alergias e tudo o que eu já pesquisei sobre o assunto.

Para quem ainda tem esse preconceito, o gato é sim um transmissor da toxoplasmose, mas o jeito mais difícil de pegar é com eles. Explico: não é todo gato que tem o vírus da toxoplasmose, que não faz mal nenhum para eles, por isso só é possível saber através de um exame de sangue. O vírus dessa doença procria no intestino do gato e é eliminado pelas fezes, apenas pelas fezes. Por isso, para pegar toxoplasmose através de gatos eu teria de comer as fezes deles, entendem? Ou limpar a caixa de areia sem usar pás, nem luvas, não lavar as mãos depois e levá-las a boca. Ou seja, só eu não tivesse um pingo de higiene. Também tem outro detalhe importante, a toxoplasmose nas fezes do gato só começa a ser transmissível por volta de três dias depois de evacuadas. Alguém demora três dias para limpar a caixa de areia?

Resumindo: para pegar toxoplasmose através de gatos eu precisaria não ter a mínima higiene nem comigo nem com os gatos. E nos primeiros meses, período em que a doença é mais prejudicial ao feto, eu tomei o dobro de cuidado além de passar a tarefa para o namorado e para minha mãe sempre que possível.

Engraçado que quando são cães a preocupação é só com ciumes e não fica aquela cobrança para jogar fora os bichinhos como se fossem lixo. Por isso que acho que é muito mais preconceito com gatos que qualquer outra coisa.

Para quem tem gatos e engravidou: não ouça o comentário das pessoas antes de procurar se informar, converse com o veterinário, pesquise, vale perguntar para o médico, mas a maioria não gosta de gatos e indica sempre o mais prático, livrar-se deles. Por isso cuidado com isso.
Se você gosta dos seus gatos lembre-se que eles também gostam muito de você e vão sentir sua falta. Eles fazem parte da sua família, você vai começar uma nova jogando a antiga fora?

Lembrando que a toxoplasmose é sim muito prejudicial ao feto e pode ser facilmente contraída através de carnes mal passadas ou verduras mal lavadas. Por que essas coisas podem não ter tido a higiene necessária e ter tido contato com fezes felinas antes de chegar na nossa mesa. Cuide-se!

Vou deixar minha experiência de grávida com gatos para outros post.